EQUILÍBRIO
(André L. Soares – 08.05.05 – Vila Velha/ES)
Nem tudo é alegria como nos contos de Lobato
Nem é só pessimismo, tal afirmara Nietzsche
Nem tudo é igual como no sonho de Luther King
Nem é só diferença quanto supusera Adolf Hitler
Nem tudo é fartura como na utopia de Morus
Nem é só carência, tal previa Malthus
Nem tudo é libido como na ciência de Freud
Nem é tão político quanto queria Brecht
Nem tudo é esperança como na coluna Prestes
Nem é só autoritarismo, tal ordenara Vargas
Nem tudo é união como na imaginação de Lennon
Nem é tão solitário quanto o via Jean-Paul Sartre
Nem tudo é amor como nos sermões de Cristo
Nem é só ódio, tal no fogo de Herodes
Nem tudo é simplicidade como a arte de Fellini
Nem é tão complexo quanto explicara Einstein
Nem tudo é perseverança como o amor de Tereza
Nem é só vingança, tal bradara Khomeini
Nem tudo é beleza como nas telas de Van Gogh
Nem é tão banal quanto dizia o velho Sade
Nem tudo é glorioso como a história de Pelé
Nem é só fé, tal filosofava Baha-ula
Nem tudo é felicidade como nos filmes da Disney
Nem é tão mau quanto pensara Kierkegaard
Nem tudo é pacifismo como na ação de Gandhi
Nem é tão bélico, tal hoje aspira Bush
Nem tudo é primavera como previa Nostradamus
Nem é tão fácil, quanto ainda pensa Lula.
É que entre o preto e o branco
Há milhões de furta tons, e há ainda outras tantas cores
E entre o ódio e a veneração
Há mil formas de paixão, e muito mais formas de amores.
Tirei do Orkut do meu amigo Thiago
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